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Aderências x Dor

  • 19 de junho de 2019
  • por: Dr.ª Thaysa Greve

Aderências são conexões fibrosas que unem superfícies teciduais de forma anormal.
A sua etiologia é muito variada: Infecções, irritações químicas, cirurgias e endometriose, por exemplo, produzem inflamação
que podem gerar aderências.
Elas podem ocorrer mesmo em cirurgias com cicatrizes pequenas na pele, como a videolaparoscopia, pois internamente ocorre uma cicatriz bem maior do que a visível externamente.
Já as aderências advindas de infecções, são mais comuns após apendicite, diverticulite, doença inflamatória pélvica, enterite, colite ulcerativa e tuberculose.
Em algumas circunstâncias, as aderências podem até mesmo ser congênitas.
A tentativa cirúrgica de remoção cria dificuldades como, aumento do tempo de cirurgia e risco de lesão intestinal.
Elas tem sido postuladas também, como causa de dor, devido restringir a movimentação dos órgãos ou colocá-los sob tensão.
A sensibilidade visceral é transmitida via sistema nervoso autônomo parassimpático, e a membrana que recobre as vísceras e órgãos internos (denominada peritônio parietal), é penetrada por alguns nervos, que podem ser atingidos pela fibrose, transmitindo sinal doloroso para o cérebro.
Cirurgias cardíacas também podem gerar aderências e, no campo ortopédico, as articulações frequentemente se mostram com mobilidade reduzida e dor, após procedimentos cirúrgicos.
Um exemplo, são ombros com rigidez e dor moderada a severa, após cirurgias de reparação do manguito rotador.

Através de técnicas de osteopatia e terapia manual, o fisioterapeuta pode obter bons resultados sobre a remodelação de aderências, gerando alívio de dores e condições resultantes das mesmas, como no caso da dor pélvica crônica, dores articulares e neurais pós cirúrgicas e constipação intestinal.

Dra Thaysa Ferreira Greve
Fisioterapeuta
Crefito 120328

Referência: Diamond, M.P; Freeman, M.L. Clínical implications of postcirurgical adhesions. Human reproduction update, vol 7, num6, pp567-576. 2001.