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Dor Crônica

  • 21 de fevereiro de 2019
  • por: Dr.ª Thaysa Greve

A dor crônica afeta aproximadamente 40% da população adulta. Mais do que doenças do coração, câncer e diabetes combinados.
Ela pode estar associada a uma doença específica, ou pode não ter associação com nenhuma lesão.
Quando não existe nenhum dano tecidual, a dor crônica pode ser explicada pelo mecanismo chamado de “sensibilização central”. Onde o sistema nervoso central fica transmitindo sinal doloroso, sem que haja uma justificativa para isso.
A sensibilização central pode gerar sintomas como alodinea, hiperalgesia e dor referida.
A alodinea refere-se à um estímulo que não deveria ser doloroso, mas que acaba gerando dor; Hiperalgesia é um estímulo doloroso gerando muito mais dor do que deveria, e a dor referida é uma sensibilidade dolorosa sentida a distância de sua causa.
A síndrome da sensibilização central pode incluir: dor lombar, fibromialgia, fadiga crônica, dor de cabeça, dor na ATM e dores espalhadas pelo corpo.
Pacientes com dores musculoesqueléticas e com sintomas de sensibilização central são na maioria mulheres.
Os fatores comportamentais, emocionais e cognitivos são importantes e podem piorar ou melhorar a dor.
Existem técnicas de fisioterapia manual e osteopatia que geram estímulo para o sistema nervoso central, e ativam o mecanismo natural de analgesia do corpo, auxiliando no tratamento da dor crônica.
Outros fatores interessantes para o tratamento: praticar atividade física e atividades mente/corpo, como mindfullness, relaxamento ou meditação, pois acionam regiões cerebrais responsáveis por emoção e dor, facilitando a sua inibição.

Dra Thaysa Greve
Fisioterapeuta
Crefito 3-120328

Referência: Marques et al; Funcionalidade, fatores psicossociais e qualidade de vida em mulheres com predomínio de sensibilização central. Revista dor. 2017.