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Estresse e Dor

  • 21 de fevereiro de 2019
  • por: Dr.ª Thaysa Greve
Quando algum fato que consideramos difícil de lidar se apresenta na nossa vida, podemos estar diante de um agente estressor.
Mas como ele age?
Quando estamos frente a uma ameaça o corpo ativa o nosso sistema nervoso autônomo simpático. Ele é o responsável pelas reações de “lutar ou fugir”: O coração acelera, envia sangue para os músculos dos membros, libera o hormônio cortisol e adrenalina por todo o corpo, as pupilas se dilatam, os pulmões se abrem, o sistema digestivo diminui seu funcionamento…
Todas estas reações ocorrem para permitir que a pessoa tenha alguma reação no sentido de se salvar da ameaça.
Quando o período estressor passa, e os problemas são resolvidos, o sistema nervoso autônomo se regula novamente e o corpo volta para o seu estado de equilíbrio.
O problema ocorre quando o evento estressor não vai embora, e a pessoa fica exposta às substâncias liberadas e aos efeitos do mesmo por longo período.
O estresse, por ser composto de emoções, ativa áreas do cérebro específicas. Estas áreas também são responsáveis pelo recebimento do sinal de dor. Consequentemente, as emoções negativas, que são comumente vivenciadas no período de estresse, podem piorar uma dor, seja ela qual for.
O hormônio cortisol liberado, quando mantido por longo período no nosso corpo, propicia lesões em tecidos musculares e articulares, pois torna-os mais frágeis.
Além disso, o estresse facilita a liberação de substâncias inflamatórias pelo corpo, intensificando dores de cabeça, dores musculares e articulares. Ele pode inclusive, aumentar a dor gerada por inflamação da articulação e a dor nas costas.
As dores que se tornam crônicas podem ser acompanhas de um fenômeno denominado de sensibilização central, onde ocorre uma neuroinflamacao dos circuitos que “sentem” a dor, facilitando a sua perpetuação.
O estresse pode ajudar na manutenção desta neuroinflamacao, criando um ciclo de dor que não vai embora, mesmo quero tecido afetado já tenha se curado.
Ele também diminui a quantidade de serotonina, importante elemento para a sensação de bem-estar físico.
Além do mais o estresse pode prejudicar a capacidade do corpo em se recuperar de lesões, tornando-as crônicas.
Para lidar com o estresse importante buscar momentos de prazer e relaxamento. Práticas de meditação, yoga, pilates e outros exercícios que englobam a relação mente/corpo podem ser benéficas e ajudam a regular o estresse. Os exercícios aeróbicos e de alta intensidade também geram este efeito.
A psicoterapia também é interessante, visto que o estresse envolve sensações de desamparo e dificuldade em lidar com alguns sentimentos. O psicólogo é o profissional ideal para ajudar a lidar com estes sentimentos e emoções.
A alimentação saudável também é importante, pois podem melhorar ou piorar o circuito inflamatório do estresse.
As técnicas osteopaticas e fisioterapêuticas manuais também podem ajudar a controlar o estresse e seus efeitos sobre o corpo, através do estímulo regulatório sobre o sistema nervoso autônomo.Dra Thaysa Greve
Fisioterapeuta
Crefito 3-120328