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Como tratar Hérnia de disco lombar e Ciática: Cirurgia ou Fisioterapia?

  • 16 de outubro de 2019
  • por: Dr.ª Thaysa Greve

A ciática é um dos mais debilitantes tipos de dor lombar.

Quando ela ocorre em apenas uma perna tende a ser mais perturbadora do que quando afeta os dois membros.

Sintomas da Dor Ciática

  • Dor na região da nádega e parte de trás da coxa

  • Dor no joelho,

  • Dor na panturrilha 

  • Dor nos pés

  • Fraqueza muscular na perna

  • Hipersensibilidade ou falta de sensibilidade na perna

A ciática normalmente é mais severa, mais persistente e com pior prognóstico do que quando há exclusivamente dor lombar.

A hérnia de disco, além de ser uma das principais causas de dor ciática, também pode ocorrer em pacientes que não desenvolvem nenhum tipo de dor e há vários estudos indicando a possibilidade de regressão espontânea da lesão.

Tratamentos para Dor Ciática

Uma boa notícia é que 90% dos casos de hérnia de disco lombar se resolvem com tratamento NÃO cirúrgico.

Estudos recentes comparam o tratamento cirúrgico e não cirúrgico deste problema. 

Todos eles concordam que após alguns meses NÃO há diferença de resultados entre os tratamentos; e a cirurgia, quando ocorre, deve ser muito bem indicada sob risco de NÃO solucionar a dor.

Em um estudo de 2016 foram acompanhados 370 pacientes por dois anos, e que receberam os dois tipos de tratamento separadamente.

Chegaram a conclusão de que o tratamento cirúrgico pode diminuir a dor inicialmente mais rapidamente (a depender do tratamento não cirúrgico realizado), mas passados três meses NÃO houve diferença entre os resultados obtidos entre os pacientes que receberam tratamento cirúrgico e não cirúrgico.

Estas informações esclarecem que a cirurgia não cura uma hérnia de disco. Digamos que ela apenas remenda. 

Há casos em que será benéfica para o paciente, mas deve ser muito bem empregada e avaliada sob o risco dos sintomas retornarem a longo prazo. Além disso, após a cirurgia o paciente precisa necessariamente de acompanhamento fisioterapêutico.

Ele deve ser sempre bem orientado em relação aos riscos e benefícios de todos os tipos de tratamento, sejam eles cirúrgicos ou não.

É importante ressaltar que a grande maioria encontra solução no tratamento não cirúrgico e apenas 10% necessita de cirurgia. 

No entanto, não será através de choquinhos e alongamentos escassos que o paciente encontrará este alívio.

A fisioterapia de resultados deve conter um bom raciocínio clínico e avaliação que engloba técnicas manuais musculares, articulares, ligamentares e mobilizações passivas, mas também mobilizações ativas, realizadas pelo paciente em casa. 

Exercícios de fortalecimento e alongamento específicos e adequadamente acompanhados também devem ser realizados para se alcançar um resultado duradouro.

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Dra Thaysa Greve

Fisioterapeuta

Crefito 3/120328